terça-feira, 13 de março de 2012

Vontades...

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Ouvi vozes?

 Violinos vorazes vão envolvendo velozmente as vocações venéreas da virilidade...

Severa! Vivaces!

Vãs e variáveis, vulgares da vida...

Vem, envenena a via visual...
Enverga! Vira! Verte os vultos! Verdes, vermelhos, violetas...

Turva o vinho da viúva, vinte vexames vencidos...
Vantajosas vespas virtualizam as vindouras valquírias vingativas.

Vanessa!

Valéria!

Vitória!

Vizinhas que valorizam os ventos, as válvulas, as vulvas e as vergonhas.

Vagas! Velhas! Vendidas!


Verbos, versos e vírus...
Valsam vitalmente aos vistosos vilões...


terça-feira, 6 de março de 2012

757

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Doce alegria da vida!
Na minha vinha,
encontro o que tinha...

E desta minha sina,
faço dor, a ilha ,
lá deixo as paixões minhas...

Oh, querida mãezinha,
Ah dulce vita,
Tecei a vermelha linha...

Deixe guardada alegria,
que poucas rimas,
a musa compadecia...

Álcoois 001

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Ah! Mundo cruel!
Que ébria sina,
sobre teu véu,
a vida me obriga...

Etanóis! Etílicos!
De meu copos, álcoois,
faço desta vida,
simplesmente divertida.

De você não esqueço,
como na aventura lida,
pois a ti pertenço!

Ah! Vida minha...
De mim esqueço...
Pois você, eu tinha...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Um

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Orginal de 17/03/2006 - cadernos perdidos

Estou sozinho, sinto o ar frio bater em meu rosto. Vejo ao longe um casal.
Ah!
Como eles se amam!
Ela o beija...
E em meu peito me lembro de você.
...
...
...
Como estou sozinho...
...
...
...

Tudo está parado...
Tudo é frio...
Tudo o que há ao meu redor é nada...

Mas olho para eles,
E em meu coração uma chama arde,
E me diz, atráves do cheiro de vida queimando,
VIVA!

Então, por favor, junte-se a mim mais uma vez...
Por favor, eu estou desolado,
Eu quero o calor, só por mais um dia,
So por mais uma hora,
Um segundo me basta...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Alfabeto

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ABelha, Bela, CaíDa, DE, Estar, Fraca, Gorda, Histérica, Indo, Junto Lamento Muito, Na, onda, Passeia, Quando, Ri, sozinha, Tudo, uma, Vez, xispa, Zum-Zum

Para...

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original de 31/03/2006 - cadernos perdidos

A pena não para...
A pena não pode ser parada,
Pois há de escrever,
Ela existe para escrever,
A pena é alma,
Do corpo que o escritor deseja,
Do corpo que o escrito almeja,
É de ti que o verbo se faz forma,
E do falado se faz escrito,
E do abstrato se faz concreto,
E do sentimento se faz arte...

Não sou escritor (ainda),
Não sou nada (que vida...)
Sim, sou carne (bem vinda!)
Sim, sou mortal  (desta vivida)

A palavra é viva,
Mas morre pouco a pouco,
quando e deitada no berço branco,
e ressuscita quando é lida....

A ti, minha senhora

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original de 20/02/2006 cadernos perdidos

Vagueio pelas ruas,
a tua procura.
Não te acho!
Não te vejo!

A minha volta, mulheres,
mas nenhuma como você.
Ah! Vossa mercê...
Minha Senhora...

Não sei se já lhe fora dito,
Mas se o verbo se fez carne,
A senhora é a personificação dos adjetivos,
Somete aqueles que o são positivos.

Como não te amar, de corpo?
Como não te amar, de alma?
Como não te amar, de espírito?
Como não te amar?